Pratique o que sabe e entenderá o que não sabe! - Parte 1

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Daniel 3:15-18

Texto Bíblico:

& 15 Pois bem! Será que agora vocês estão dispostos a se ajoelhar e a adorar a estátua, logo que os instrumentos musicais começarem a tocar? Se não, vocês serão jogados na mesma hora numa fornalha acesa. E quem é o deus que os poderá salvar? 16 Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim: — Ó rei, nós não vamos nos defender. 17 Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. 18 E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer. (Dn.3:15-18 NTLH)

A nossa meditação de hoje seguirá o mesmo caminho do que estou compartilhando aos domingos. Deus está sempre dirigindo os nossos passos e nos conduz a circunstâncias, que às vezes, não são agradáveis a nós. Nessas situações, Ele testa a nossa fé e o conhecimento que temos acerca do Seu caráter, por meio do que aprendemos nas Sagradas Escrituras.

O SENHOR não espera que tentemos explicar ou entender as razões das circunstancias antecipadamente, mas que pratiquemos os princípios bíblicos que temos aprendido, pois, quando os praticamos, nós somos aprovados e crescemos tanto na fé como no caráter e, então, seremos capazes de entender e explicar as razões das circunstâncias que passamos, as quais são predeterminadas por Ele e raramente reveladas a nós.

A maioria de nós já conhece a história registrada no capítulo 3 de Daniel. Esta é uma das histórias favoritas no livro, juntamente com a de Daniel na cova dos leões. O nosso texto base fala de três jovens hebreus, cujos nomes, em hebraico, eram: Hananias, Misael e Azarias. Porém, eles receberam nomes de deuses babilônicos e passaram a se chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.

A troca de nomes na Babilônia era uma prática que indicava “uma nova fase na vida”. Conheça o significado de seus nomes, tanto no idioma hebraico como no babilônico:

  • Hananias: “O SENHOR Tem Sido Gracioso ou Misericordioso”. Sadraque: “Inspiração do Sol, Deus, autor do mal, seja favorável a nós, Deus nos proteja do mal”;
  • Misael: “Quem é Igual ao SENHOR?” Mesaque: “Quem é igual a Aku?” (deus sumeriano da Lua);
  • Azarias: “O SENHOR Tem Ajudado”. Abede-Nego: “Servo de Nego (ou, segundo estudiosos, Nebo), um dos deuses babilônios, talvez, o Sol, uma estrela movente, ou os planetas Júpiter ou Vênus”.

O que fez com que seus nomes fossem trocados? Eles viviam no palácio de Nabucodonosor e seus nomes honravam o “Único Deus”, o SENHOR. A segunda razão é que eles deveriam aceitar uma nova fase em suas vidas e, por esse motivo, deveriam ser chamados pelos nomes que honravam os deuses babilônicos. Não há dúvida de que era uma ação satânica, a fim de humilhar e afetar tanto a vida espiritual como a psicológica dos três jovens.

Entretanto, mesmo sofrendo tamanha pressão espiritual e psicológica, os três jovens continuaram fiéis a Deus, e para onde a sua fidelidade ao SENHOR os conduziu? A uma sentença de morte, pelo fato de não adorarem a estátua de ouro de Nabucodonosor. Eles seriam jogados para dentro de uma fornalha aquecida sete vezes mais que o normal!

Diante de desafios e adversidades, muitos cristãos desistem da fé em Cristo, ou procuram alguma mensagem de vitória, seja entre os pagãos ou por meio de falsos pregadores do Evangelho. Todavia, eles se mantiveram firmes na fé, diante da ordem do rei para adorarem a sua estátua. Que tipo de caráter eles demonstraram diante dessa terrível circunstância?

Antes de meditarmos sobre o caráter dos três hebreus, observemos a mensagem subliminar que estava por trás da ordem do rei:

1. “Quem é o Deus que os poderá salvar?”

& 15 Pois bem! Será que agora vocês estão dispostos a se ajoelhar e a adorar a estátua, logo que os instrumentos musicais começarem a tocar? Se não, vocês serão jogados na mesma hora numa fornalha acesa. E quem é o deus que os poderá salvar? (NTLH)

O que Satanás queria que eles pensassem diante de tal choque emocional? Eles visualizaram a fornalha, e o Diabo deve ter sussurrado: “Onde está Deus? É justo o que vocês estão passando? Vocês são filhos de Deus, e por que o Pai de vocês os trata desse modo?

Eles não estavam naquela situação por terem pecado, mas porque eram obedientes e fiéis a Deus. Não era uma circunstância desejada por eles, mas programada pelo SENHOR! Deus, segundo a Sua soberania, predeterminou aquele acontecimento e não os livrou de serem lançados na fornalha.

Deus estava colocando a fé dos três jovens à prova, tanto diante dos babilônios como dos judeus e eles deveriam considerar seriamente sobre a decisão que tomariam.

  • Adorar o ídolo de ouro era imoral? Contrariava os mandamentos divinos? (cf. Êx.20)
  • A adoração ao ídolo traria benefícios espirituais e morais ao povo de Deus, ou somente a eles?
  • A adoração ao ídolo faria com que tomasse o lugar de Deus em suas vidas e nas de todo o povo?
  • A adoração ao ídolo fortaleceria a fé dos que confessavam o SENHOR como o Único Deus?
  • A adoração ao ídolo honraria a Deus ou expressaria a Sua glória (Sua presença e grandeza)?

Eles não fixaram os seus olhos na circunstância, mas em Deus. Ainda que não entendessem (no momento) as razões divinas para aquele momento, eles tomaram decisões corretas e bíblicas (de acordo com o que conheciam das Escrituras Sagradas). Deus nunca os avisou (meses antes) que passariam por uma prova daquelas!

Portanto, eles tinham tudo para pensar que Deus os havia abandonado. Entretanto, eles não caíram na cilada de Satanás e se tornaram exemplos de homens determinados, que sustentaram um testemunho de fidelidade a Deus. A fidelidade que demonstraram a Deus foi tão grande que, até os dias de hoje, inúmeras pregações são proferidas acerca da fé expressada por eles naquele dia!

Antes de serem lançados na fornalha, é natural que sentissem calafrios, medo, pânico, sentimentos e pensamentos confusos, porém, decidiram olhar para o SENHOR, confiar no Seu caráter, nos Seus planos e na vida eterna.

O apóstolo Paulo disse o seguinte:

& 33 Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento (perfeita inteligência espiritual e moral) e a sua sabedoria (o modo como Ele programou a vida para a execução dos Seus planos)! Quem pode explicar as suas decisões? Quem pode entender os seus planos? 34 Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem pode conhecer a mente do Senhor? Quem é capaz de lhe dar conselhos? 35 Quem já deu alguma coisa a Deus para receber dele algum pagamento?” 36 Pois todas as coisas foram criadas por ele, e tudo existe por meio dele e para ele. Glória a Deus para sempre! Amém! (Rm.11:33-35 NTLH)

As palavras de Paulo revelam as coisas que não podemos (pois não sabemos) e a que podemos (pois a conhecemos):

  • Não podemos mensurar (definir o tamanho) das grandes riquezas de Deus, Seu conhecimento e sabedoria.
  • Não podemos explicar as Suas decisões e entender plenamente os Seus planos.
  • Não podemos conhecer plenamente a mente do SENHOR.
  • Não podemos dar a Deus conselhos (ou determinar as ações ou decisões que Ele deve tomar).
  • Não podemos barganhar com Deus (dar alguma coisa a Ele, para que Dele recebamos o que queremos).
  • Podemos (pois, sabemos que devemos) viver para a Sua glória (para expressar a Sua presença, poder, amor, bondade, justiça e misericórdia), pois sabemos que Ele criou todas as coisas, que tudo existe por Ele e para Ele.

Nós fomos criados por Deus, em Cristo, e é por meio Jesus que existimos. Portanto, para Ele viveremos, em qualquer situação, para a Glória de Deus!

Em qualquer circunstância, fazer a vontade do Pai (de Deus) era o que mais importava para Jesus. Ele nos deu o Seu exemplo:

& Jesus continuou a falar a eles. Ele disse: — Eu não posso fazer nada por minha própria conta, mas julgo de acordo com o que o Pai me diz. O meu julgamento é justo porque não procuro fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou. (Jo.5:30 NTLH)

Na próxima semana, se Deus permitir, continuaremos e meditaremos sobre o caráter dos três jovens diante do terrível momento que enfrentavam. Veremos que eles praticaram o que sabiam e, a seguir, entenderam o que não sabiam.

Que Deus nos abençoe!

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