Estamos no mundo, mas não somos do mundo! - Parte 1

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João 17:15,16

O que veremos nesta meditação?

  • A Igreja precisa aprender a viver no mundo sem pertencer a ele.
  • A Igreja deve ser o sal e a luz para o mundo.
  • A Igreja e o seu relacionamento com o mundo.
  • A Igreja deve engrandecer a Deus, mesmo em um ambiente hostil a Ele.
  • A Igreja deve atuar no mundo, porém, sem se tornar mundana ou secularizada.
  • A Igreja tem uma missão no mundo.
  • O mundo dentro das Escrituras Sagradas.

Introdução

Jesus, na sua oração pelos discípulos, pediu ao Pai o seguinte:

& 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. 16 Assim como eu não sou do mundo, eles também não são. (Jo.17:15,16 NTLH)

O cristão está no mundo, mas não pertence a ele. Jesus intercedeu por Sua igreja, pedindo ao Pai que não nos tirasse do mundo. Estamos inseridos neste contexto de coisas trazidas à existência por obra do Criador; somos homens e mulheres criados conforme a imagem de Deus e com a tarefa de estabelecer relacionamentos e interagir biblicamente com o mundo à nossa volta.

Mas como fazer isso de modo que Deus seja glorificado? Como evitar que a nossa vida se torne mundana, secularizada? Como eu posso viver no mundo sem ser dele? Somos cidadãos dos “Céus”, mas com a responsabilidade de trazer luz a este mundo, cujos valores se distanciam do que agrada a Deus.

1. A Igreja atual comete um grande erro: o desejo de ser aceita pelo sistema mundano.

A Igreja nunca será aceita pelo mundo, pois ele odeia a Jesus e Seus ensinamentos. Jesus disse:

& Eu sou a luz do mundo (Aquele que traz a verdade, o conhecimento e a pureza de Deus ao mundo); quem me segue (quem se torna meu discípulo) nunca andará na escuridão (na ignorância das coisas divinas), mas terá a luz da vida (vida real, elevada, dedicada a Deus). (Jo.8:12 NTLH)

O próprio Jesus disse ainda:

& 17 Pois Deus mandou o seu Filho (esse termo descreve a humanidade de Jesus) para salvar o mundo (resgatá-lo da destruição) e não para julgá-lo. 18 "— Aquele que crê (que deposita confiança e se compromete com Jesus) no Filho não é julgado (rejeitado ou desaprovado por Deus); mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus." 19 E é assim que o julgamento é feito: Deus mandou a luz ao mundo, mas as pessoas preferiram a escuridão porque fazem o que é mau (que provém de uma natureza má). 20 Pois todos os que fazem o mal odeiam a luz e fogem dela, para que ninguém veja as coisas más que eles fazem. 21 Mas os que vivem de acordo com a verdade procuram a luz, a fim de que possa ser visto claramente que as suas ações são feitas de acordo com a vontade de Deus. (Jo.3:17-21 NTLH)

A igreja tem procurado, ao longo dos séculos, de acordo com o ensinamento de Jesus, ser tanto o sal da terra como a luz no mundo. Vamos entender o que é ser sal e luz para o mundo:

& 13 "— Vocês são o sal (serve como tempero, preservação e fertilização) para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam." 14 — Vocês são a luz (o verdadeiro conhecimento de Deus, junto com a pureza espiritual e moral) para o mundo. Não se pode esconder (ocultar o que precisa se tornar conhecido) uma cidade construída (divinamente destinada a ser colocada) sobre um monte. (Mt.5:13,14 NTLH)

Entretanto, a Igreja tem incorrido em dois extremos perigosos:

  • Ela pode se tornar em um gueto, um grupo isolado, um lugar (prédio) onde somente se pratica exercícios religiosos e acaba se tornando inoperante para o Reino de Deus e à sociedade como uma luz que nela deveria brilhar.
  • Ela tenta dialogar abertamente com o mundo, a fim de aprender o seu modo de pensar, e acaba sendo contaminada e, portanto, perde sua própria essência.

Qual deve ser a nossa postura equilibrada, a nossa atitude correta em relação à cultura ao nosso redor?

Nós cremos que devemos evangelizar (conduzir as pessoas a Deus) e o tempo todo encontramos os mais variados métodos criados por líderes religiosos para esse fim. Cremos que é a vontade de Deus que conduzamos pessoas a Cristo, mas a nossa pregação está tão diluída (devido aos métodos criados pelo homem), que a mensagem cristã está se tornando cada vez mais nula ao mundo, no aspecto espiritual e moral.

Infelizmente, as pessoas não vão para Cristo, mas se prendem aos métodos! Nós vemos pessoas comprando chaves que abrem portas, fitas que, afixadas em partes do corpo, protegerão do mal, sal grosso, óleo ungido, água do rio Jordão, panos benzidos, perfumes e loções, vassouras que varrem o mal para fora da casa etc.

Todas essas coisas são oferecidas a custo de dinheiro, com a proposta de conduzir os que as compram à vitória, ao bem-estar, proteção e à prosperidade financeira. Entretanto, ao se prender a essas coisas, as pessoas se afastam das Escrituras Sagradas, do verdadeiro poder de Deus e da verdadeira adoração. Jesus disse:

& 8 “Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe (em um caminho distante ou longe) de mim. 9 A adoração (reverência, o temor, respeito) deste povo é inútil, pois eles ensinam leis (instruções) humanas como se fossem meus mandamentos.” (Mt.15:8,9 NTLH)

Por outro lado, vemos a igreja competindo com o mundo e transformando o Evangelho em entretenimento ou diversão. Muitos líderes desejam ser sociáveis ou amigáveis em demasia ao mundo, que acabam trazendo a sua cultura (a filosofia mundana) para dentro da Igreja.

Não é à toa que muitas igrejas locais se parecem a um “show” televisivo, onde o pastor é o “showman”! Infelizmente, muitas reuniões cristãs se transformaram em verdadeiras imitações de programas de televisão! As pessoas não congregam para adorar a Deus e aprenderem sobre o Evangelho em conjunto, mas para se divertirem e se emocionarem!

O entretenimento diverte, emociona, mas não edifica. Ele não constrói bases sólidas para uma vida de comunhão com Deus.

Que Deus nos abençoe!

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