A mensagem da cruz - Parte 4: Deus não abandona os que creem em Jesus

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NOTA: Em razão de algumas falhas técnicas ocorridas no domingo 31.03, informamos que a qualidade do áudio está fora do nosso padrão de gravação. Ainda assim, optamos por divulgá-lo, pois a importância do conteúdo da mensagem prevalece.

Mateus 27:46

Texto bíblico base:

& Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: — “Eli, Eli, lemá sabactani?” (palavras proferidas em Aramaico) Essas palavras querem dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt.27:46 NTLH)

Nós temos meditado sobre “A Mensagem da Cruz”, acerca das palavras ditas por Jesus, enquanto pendurado no madeiro. Portanto, “A Mensagem da Cruz” poderia ser denominada como “As Mensagens de Jesus na Cruz”. Vamos meditar sobre a quarta expressão ou palavra de Jesus na cruz.

O sofrimento de Jesus na cruz foi predeterminado por Deus. Basta que observemos a profecia de Isaías (que profetizou entre 739-686 a.C., aproximadamente) sobre o sacrifício de Cristo. (cf. Is.53:1-12) Nas suas palavras, podemos ver claramente o propósito de todo o sofrimento do SENHOR Jesus.

& 4 “No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. 5 Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. 6 Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o SENHOR castigou o seu servo (Jesus); fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos. 7 Ele foi maltratado, mas aguentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha (amarrada) quando cortam a sua lã. (Is.53:4-7 NTLH)

Tudo o que aconteceu no Calvário serviu para mostrar o seguinte:

  • A depravação do imperfeito e culpado com suas mãos sujas, pregando o Perfeito, o Inocente no madeiro.
  • Satanás, na sua fúria e pela instrumentalidade humana, feriu-Lhe o calcanhar, esperando uma atitude de revolta ou colérica da parte de Jesus.
  • O Justo morrendo pelos injustos, para que o caminho da restauração com Deus fosse aberto.
  • Deus exibindo a Sua santidade e justiça, derramando a Sua ira sobre Aquele que foi feito pecado por nós.

1. O abandono de Deus revelou a miséria da raça humana.

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

Nós vivemos em um mundo repleto de calamidades, sem a disposição de conhecer a Deus. Constantemente, vemos pessoas desamparadas ou abandonadas por amigos e entes queridos. Em alguns telejornais, nós nos deparamos com notícias de pais que abandonaram seus filhos em sacos de lixo ou na entrada de alguma casa. Isso é muito triste!

Entretanto, a coisa mais horrenda é ser abandonado por Deus! Esse é o mal dos males! Aqueles que são abandonados por amigos e até mesmo pelos pais, acabam encontrando alguém que os receba e os abriga. Eles saem à procura de amigos e até os encontram. Todavia, aquele que é desamparado pelo Criador, devido a uma vida de pecados, e por ser indiferente a Ele, não O encontra.

A prova de que vivemos em um mundo que “jaz no Maligno”, ou que vive sob o poder dele, é o aumento da maldade ou perversidade, dos crimes, da rebeldia, da insanidade espiritual e moral. O mundo zomba de Deus como se pudesse viver sem Ele, porém, afastado dos princípios do Criador, vai de mal a pior, expressando toda a sua miséria!

Entretanto, aquele que aprendeu que Deus é a fonte e a meta de toda a excelência, clama por Ele como um cervo que anseia pelas águas em um deserto seco. (cf. Sl.42:1) O clamor de todo aquele que conhece a Deus é que Ele não o desampare!

Aquele que estava pendurado na cruz maldita tinha sido, desde a eternidade, o alvo do amor do Pai. A Sua alegria era contemplar a face do Pai, desfrutar da Sua presença, pois o Pai era o Seu lar, a glória da Sua habitação, e o SENHOR Jesus compartilhou essas verdades com todos. Ele pregou que sempre estava em companhia do Pai Eterno. (cf. Jo.10:30; 5:19; 12:45; 14:9)

Certa vez, Jesus orou desse modo:

& 4 Eu revelei no mundo a tua natureza gloriosa, terminando assim o trabalho que me deste para fazer. 5 E agora, Pai, dá-me na tua presença a mesma grandeza divina que eu tinha contigo antes de o mundo existir. (Jo.17:4,5 NTLH)

Durante os 33 anos de Jesus sobre a Terra, Ele desfrutou da comunhão ininterrupta de Deus. Todos os Seus pensamentos estiveram em harmonia com o Pai e Ele nunca agiu fora da vontade Dele. Através das Suas palavras e ações, Jesus sempre expressou a bondade, o amor e o poder de Deus, ou seja, a Sua glória (a Sua grandeza ou esplendor).

À semelhança de Jesus, o ser humano foi criado para revelar a natureza esplendorosa de Deus em todas as circunstâncias. Nós fomos criados para desfrutarmos da presença de Deus, a sua presença grandiosa, cheia de bondade, amor e poder.

Não é estranho que Àquele que Deus disse: “Este é o meu Filho amado e que me dá muito prazer e alegria!” (cf. Mt.3:17) estava entregue a uma morte tão humilhante? Não é estranho que Jesus, o Próprio Deus encarnado, permitisse a Si mesmo ser tratado de tal modo na cruz por Seus inimigos?

É isso o que o pecado faz: gera a miséria, o abandono, o sofrimento, a calamidade e a perversidade. Quando pecamos, não só maltratamos a Deus como também ao nosso semelhante. Lembra de Caim? Deus o avisou sobre as suas intenções, mas do que adiantou? Ele matou Abel, o seu irmão! (cf. Gn.4:6-8)

Uma vida de pecados ou de erros (espirituais e morais) faz com que a “Vida do Alto” morra para nós. Ficamos afastados de Deus e, em vez de saborearmos a Sua bondade, experimentamos o Seu juízo (o Seu abandono).

O abandono de Deus por Jesus revela o que está para acontecer com todos aqueles que não se voltam para Ele. Como nós precisamos de Jesus! É só por meio Dele que podemos retornar aos braços do Pai, pois é só através Dele que podemos ter os nossos pecados perdoados e desfrutar da amizade eterna e dos recursos do Criador.

Na cruz, Jesus estava mostrando como a raça humana se tornou miserável, pobre (espiritual e moralmente falando), caída e afastada de Deus. Ela merece ser abandonada pelo Criador! Entretanto, por meio do Seu sacrifício, Jesus se tornou a porta, que pela qual, todos aqueles que reconhecem a sua miséria espiritual e moral, podem se encontrar com Deus e terem suas vidas restauradas.

John Newton, autor do hino “Maravilhosa Graça!, disse: “Minha memória praticamente se foi, entretanto me lembro de duas coisas: que sou um grande miserável pecador e que Cristo é um grande Salvador”.

2. O abandono de Deus expôs a arrogância da alma humana.

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

Todos zombavam de Jesus. Os soldados romanos zombaram Dele e O enfeitaram com uma coroa de espinhos. Eles O açoitaram e O esbofetearam, cuspiram Nele e arrancaram os Seus cabelos. Tiraram as suas roupas e O expuseram a uma vergonha explícita. Mas, como predito pelo profeta Isaías, Jesus sofreu tudo isso em silêncio! Ele não reclamou ou vociferou!

A multidão zombava, os ladrões zombavam, e Jesus não os condenou, mas esperava que reconhecessem seus próprios erros e perversidades. Nós não devemos desprezar a bondade e a paciência divina. Não devemos confundir a paciência divina como uma aceitação dos nossos erros. Devemos olhar para dentro dos nossos corações e nos render a Ele enquanto é tempo.

Paulo diz:

& 4 (...) será que você despreza a grande bondade, a tolerância e a paciência de Deus? Você sabe muito bem que ele é bom e que quer fazer com que você mude de vida. 5 Mas o seu coração é duro e teimoso. Por isso você está aumentando ainda mais o castigo que vai sofrer no dia em que forem revelados a ira e os julgamentos justos de Deus, 6 pois ele recompensará cada um de acordo com o que fez. (Rm.2:4-6 NTLH)

Creia que Deus é bom e paciente. Entretanto, a Sua paciência tem um propósito: “Fazer com que você mude de vida!” A tolerância divina não é uma permissão para fazermos o que é errado, mas para pensarmos sobre o nosso coração endurecido e teimoso, a fim de que não sejamos abandonados por Ele ao longo dos nossos dias e, principalmente, no “Dia do Juízo”! Lembre-se que você terá que prestar contas a Ele acerca da eficácia e utilidade que deu à sua vida sobre a Terra!

O abandono de Deus deve nos levar a refletir sobre o vazio em nosso ser, a insegurança e o pavor de sermos destruídos. Jesus carregou essas coisas sobre Si. Ele carregou sobre Si o que não podemos carregar.

Viver ausente de Deus é uma demonstração de arrogância. Todo arrogante está cheio de angústias, traumas e perversidades. Ele vive somente para si e mesmo, e o bem que faz, o faz pensando somente em si, pois é orgulhoso e egoísta. Todavia, aquele que já desfrutou da íntima companhia de Deus, sabe que é impossível viver sem Ele! O salmista disse:

& 25 No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? 26 Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso. (Sl.73:25,26 NTLH)

Uma pessoa sem Deus é alguém sem rumo e sem vida. Ele pode conquistar muitas coisas, mas a ausência de Deus só aumenta o seu sentimento de insegurança e medo.

O indiferente e teimoso a Deus se faz de forte, expressa o seu vazio interior pela sua arrogância. Ele sabe que é fraco, medroso, infeliz e inseguro, mas zomba da paciência divina, vivendo uma vida sem sentido espiritual e moral. Ele vive só para si, pois é egoísta e orgulhoso. Quando está só, sofre em seu interior! Ele despeja sobre o vazio os seus medos!

Jesus foi humilde e suportou o abandono divino, enquanto carregava sobre Si a nossa perversidade e arrogância. Quem poderia entendê-Lo? Jesus estava mostrando o que a humanidade deveria colocar sobre Ele, a fim de reconquistar a amizade e a comunhão com Deus.

Se você não se preocupa com a presença de Deus neste mundo, como pode pensar que a terá na eternidade? Aquele que O rejeita aqui, será rejeitado por Ele. Nós estamos envelhecendo e perdendo a força que tínhamos. Sem Deus, além do que perdemos, deixamos de ter a esperança e, sem ela, perdemos o sentido e a alegria de viver.

A minha esperança é que possamos sempre dar graças a Deus por Jesus! Que nós pronunciemos o Seu nome com alegria e lábios cheios de gratidão, pois sem a Sua ajuda e salvação, ainda estaríamos sem esperança e entregues aos poderes do mal.

Jesus sofreu o que não conseguiríamos sofrer. Ele suportou o que não suportaríamos. Ele foi humilde para que não sejamos arrogantes e egoístas. Ele venceu para que sejamos vencedores! Ele sofreu o abandono divino, o qual nós é que deveríamos sofrer, mas crendo Nele e em tudo o que nos fez, nos deu a certeza de que não somos desprezados pelo Criador!

Com a Sua ajuda, podemos enfrentar tudo nesta vida, pois Jesus abriu a porta da graça (dos recursos de Deus) a todos os que creem Nele. Por isso, nós podemos declarar as palavras do apóstolo Paulo com toda a convicção:

& 37 Em todas essas situações (sofrimentos, dificuldades, perseguição, fome, pobreza, perigo ou a morte – verso 35) temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. 38 "Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro;" 39 nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor. (Rm.8:37-39 NTLH)

Enquanto eu andar em um compromisso sério e honesto com Jesus, nunca serei abandonado por Deus!

Que Deus nos abençoe!

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