Declarações verdadeiras - Parte 4

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Marcos 1:9-11

Texto Bíblico:

& 9 Nessa ocasião Jesus veio de Nazaré, uma pequena cidade da região da Galiléia, e foi batizado por João Batista no rio Jordão. 10 No momento em que estava saindo da água, Jesus viu o céu se abrir e o Espírito de Deus descer como uma pomba sobre ele. 11 E do céu veio uma voz, que disse: - Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria. (Mc.1:9-11 NTLH)

Quem aceita o Evangelho de Jesus, O aceita como o “Filho de Deus”, o Cristo, o Ungido de Deus, ou seja, Aquele que tem toda a autoridade do Pai sobre a Sua Igreja. Portanto, Jesus deve ser aceito como Redentor e Senhor, o Único Dono e Orientador daqueles que servem a Deus.

Além do mais, aquele que aceita o Evangelho se dispõe a viver sob a influência ou poder de Jesus, a fim de construir seus pensamentos, palavras e ações à Sua semelhança. Isso significa que a pessoa morre para si mesma e passa a lutar contra o seu orgulho e egoísmo, para que a vida de Cristo possa fluir através dela, de acordo com a experiência do apóstolo Paulo. (cf. Gl.2:20)

Essa declaração de morrer para si mesmo e viver para Deus, por meio de Cristo, é manifestada por uma declaração pública, a qual ocorre pelo batismo nas águas. O significado do batismo é o da morte e da ressurreição. Você morre para si mesmo ao aceitar a imersão, mas viver uma vida ressurreta depende da promessa do Espírito Santo, que é oferecido por Jesus àqueles que Nele creem e desejam obedecê-Lo.

Sem uma vida cheia do Espírito é impossível viver para Deus, pois é Ele quem constrói nossas vidas à semelhança de Jesus e nos capacita a fazermos e cumprirmos os planos de Deus neste mundo.

Então, aceitar o Evangelho não significa aceitar um caminho que irá melhorar as condições financeiras ou emocionais de nossas vidas. Não significa aceitar uma crença que irá solucionar todos os nossos problemas particulares, mas é “aceitar um novo estilo de vida” que agrada a Deus e que só pode ser vivido pelo poder que Ele mesmo dá, por meio do Espírito de Cristo Jesus.

Nós já vimos a declaração verdadeira de João Marcos (v.1), a dos profetas (vs.2,3) e a de João Batista (vs.4-8). Hoje nós veremos a declaração verdadeira do Próprio Deus (vs.9-11).

4. A declaração verdadeira de Deus. (Mc.1:9-11)

4.1 O lugar de onde Jesus surgiu. (v.9)

& 9 Nessa ocasião Jesus veio de Nazaré, uma pequena cidade da região da Galiléia, (...).

Jesus veio da cidade de Nazaré, um lugar obscuro e sobre o qual não havia, por parte das pessoas, bons comentários.

& (...) E será que pode sair alguma coisa boa de Nazaré? (...) Jo.1:46 NTLH)

Ainda:

& Outros diziam: - Ele [Jesus] é o Messias! E ainda outras pessoas perguntavam: - Mas será que o Messias virá da Galiléia? (Jo.7:41 NTLH)

Não é estranho que Deus trouxesse às pessoas o “Filho de Deus”, o Messias ou o Cristo de uma região e de uma cidade não aceita como lugares de grande nível moral, pela maioria do povo de Israel? O Evangelho sempre brilhará através daqueles que foram considerados desprezíveis no passado!

O Evangelho transforma as pessoas, pois a luz Divina brilha na escuridão e é capaz de transformar o caos em um campo florido e cheio de vida. Eu não sei quem você foi no passado, mas o que importa é no que Jesus o transformou no presente.

4.2. O batismo de Jesus no Jordão. (v.9)

& 9 (...) e foi batizado por João Batista no rio Jordão.

A pergunta que faríamos seria esta: “Por que Jesus aceitou o batismo do arrependimento de João se Ele não era um pecador?” Jesus estava se identificando com as pessoas pecadoras. Como homem, aceitou humildemente o batismo nas águas para dar exemplo. Como o “Filho de Deus”, o Seu batismo era uma declaração do que Ele iria fazer por aqueles que reconheceriam a necessidade de retornarem para Deus, através da morte para a vida.

4.3. O céu se abriu sobre Jesus. (v.10)

& 10 No momento em que estava saindo da água, Jesus viu o céu se abrir (...).

Esse momento sublime nos parece a resposta Divina à oração do profeta Isaías:

& Como gostaríamos que tu rasgasses os céus e descesses, fazendo as montanhas tremerem diante de ti! (Is.64:1 NTLH)

O verbo “abrir”, tanto no verso 10 de Marcos como em Isaías, significa “rasgar, quebrar em partes ou dividir em pedaços”. A ideia é que por meio de Cristo Jesus, o “Céu” estaria aberto a todos que quisessem se comprometer com Deus, através do Evangelho do “Filho de Deus”. O que era impossível a todos os homens, agora, por meio de Jesus, seria possível!

Este acontecimento se parece, em muito, ao momento em que o véu do Templo se rasgou de “cima para baixo”, após Jesus ter dado o Seu último suspiro na cruz do Calvário. (cf. Mc.15:37,38)

& 37 Aí Jesus deu um grito forte e morreu. 38 Então a cortina do Templo se rasgou em dois pedaços, de cima até embaixo. (Mc.15:37,38 NTLH)

Ninguém podia entrar no local que ficava por detrás daquela cortina ou véu, mas no dia da morte de Jesus, o “lugar santíssimo” ou o “lugar da habitação de Deus” se escancarou para aqueles que creram no “Filho de Deus”!

O privilégio para desfrutar da presença de Deus deixaria de ser somente do povo judeu, o povo escolhido por Ele, a fim de estabelecer Seus valores, mandamentos e verdades sobre a Terra. O privilégio passou a ser de todos os que verdadeiramente aceitassem o Evangelho.

Então, no batismo de Jesus, o “Céu” se abriu para Ele, e no dia da Sua morte, o “lugar da habitação de Deus” se abriu para todos!

4.4. O Espírito Santo desceu sobre Jesus. (v.10)

& 10 (...) e o Espírito de Deus descer como uma pomba sobre ele.

O Espírito Santo não tem uma forma física, mas Ele veio sobre Jesus “como” uma pomba. Lembremo-nos de Noé: quando o Dilúvio terminou, o que ele fez? Ele soltou um corvo para saber se as águas estavam baixando e a ave não voltou. O corvo deve ter encontrado muita carniça e permaneceu sobre a morte para se alimentar. Depois, Noé soltou um pombo e este retornou com um ramo de oliveira em seu bico, trazendo o recado de que tudo estava pronto para uma restauração ou um novo começo.

Jesus não veio para trazer a morte, mas a vida de Deus, o novo começo Divino a todos que recebessem o Seu Evangelho.

A descida do Espírito Santo sobre Jesus assinalou o início de uma “nova criação” de Deus, e mais: o “Céu” estaria invadindo a Terra e combatendo o caos do pecado com todo o poder.

4.5. A declaração de Deus sobre Jesus. (v.11)

& 11 E do céu veio uma voz, que disse: - Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria.

Essa “voz” que foi ouvida era a Palavra de Deus acerca do “Filho de Deus”! Em outras palavras, Deus diz que Jesus é o Filho “merecedor” do Seu amor, pois Ele sempre está inclinado a fazer a Sua vontade com extremo prazer.

Esse acontecimento está de acordo com as palavras do profeta Isaías, o qual declarou no passado a Palavra de Deus acerca de Jesus:

& O SENHOR Deus diz: “Aqui está o meu servo, a quem eu fortaleço, o meu escolhido, que dá muita alegria ao meu coração. Pus nele o meu Espírito, e ele anunciará a minha vontade a todos os povos. (Is.42:1 NTLH)

Isso tudo coloca o objetivo final do Evangelho:

  • Tornar-se servo de Deus por desejo próprio;
  • Ser fortalecido ou capacitado por Ele;
  • Crer no chamado Divino, dar alegria ao Pai Eterno enquanto viver;
  • Ser abastecido pelo Espírito Santo;
  • A fim de anunciar a mensagem de Deus às pessoas, ou seja, o Seu Evangelho verdadeiro, o qual somente pode ser visto na Pessoa de Jesus Cristo e vivido por meio Dele.

Todo aquele que aceita o Evangelho deve aceitar esses termos. Por isso, entendamos que:

  • O Evangelho não deve ser aceito como uma religião. Ele não é uma lista de rituais para ser cumprida para se achegar a Deus, mas nele se exige arrependimento ou reconhecimento de que se está afastado de Deus. Além disso, é exigido que se creia em algo que já foi feito, ou seja, na morte e ressurreição de Jesus, como já explicamos. O Evangelho exige uma transformação que vai da morte para a vida.
  • O Evangelho não é mais uma história entre muitas. A história de Jesus é como o cajado de Moisés que se transformou em uma serpente. Os mágicos do Faraó, usando seus cajados, transformaram-nos em serpentes também, mas elas, as serpentes falsas, foram devoradas pela serpente de Moisés. A história de Jesus não é mais uma história qualquer, mas é a afirmação totalitária da Verdade Divina, que é Jesus, a qual fará com que todo joelho se dobre perante Ele e toda língua confesse que Ele é o SENHOR!
  • O Evangelho ultrapassa a razão ou a lógica humana. Não se aceita o Evangelho pela força ou por argumentos intelectuais. Ele é uma revelação de Deus ao coração do homem que, após a mesma, passa a viver cheio de prazer em Deus em qualquer situação. Tudo neste mundo é comparado a “lixo” ou sem nenhum valor, em relação ao conhecimento que se obtém de nosso Senhor Jesus Cristo. (cf. Fp.3:7,8)
  • O Evangelho é a celebração da verdadeira comunhão entre Deus e o homem, por meio de Cristo Jesus. Não existe outro caminho para o Pai Eterno, pois só Jesus é esse “Caminho”! É Nele e por meio Dele que Deus cumpre todas as Suas promessas para o Seu povo escolhido. O “dia” está chegando, quando a eternidade abraçará a verdadeira Igreja de Deus e a conduzirá para dentro dos “Céus” abertos, para o lugar da Sua habitação para todo o sempre!

A minha esperança é que Deus tenha usado a minha vida, a fim de oferecer revelações básicas acerca do Evangelho de Jesus e de apresentar o nosso SENHOR ETERNO como o próprio Deus que Se encarnou e habitou entre nós, cheio da Graça e da Verdade eterna! Que Deus nos abençoe!

Pergunte a si mesmo:

  • Quais atitudes você deve tomar para equilibrar sua mente e coração com a passagem que meditamos?
  • Quais situações na sua vida são tratadas por esta passagem das Escrituras, direta ou indiretamente?
  • Por que o Evangelho nos dá a liberdade de corrermos sempre à presença de Deus? Você tem ido constantemente à Sua presença? Se não, o que o está impedindo? Em que aspecto do Evangelho você está encontrando dificuldades para crer ou acreditar?
  • Você tem se deleitado no “Filho de Deus”, ou seja, tem demonstrado verdadeiro prazer na Sua companhia, assim como o “Pai” se deleita no “Filho”, e vice-versa?

Peça a Deus, em oração, a graça da Sua capacitação, a fim de se alegrar mais Nele, caso isso não esteja acontecendo. Ofereça a Deus as suas orações, por meio de Cristo, sempre que se sentir impulsionado a fazer isso pelo Espírito Santo.

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